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Existem documentos históricos que testemunham o uso terapêutico das águas do Balneário de Mondariz desde o século XIX, mas é provável que o seu uso remonte a muitos anos antes.
Em 1282 , casou-se, na estalagem na altura conhecida como Troncoso, a doente infanta Isabel de Aragão, a futura Santa Isabel com o rei D. Dinis I , rei de Portugal.
Existe uma controvérsia sobre a localização de uma via militar romana partindo da actual Tui, e da antiga vila romana de “Búrbida”, que alguns situam no lugar próximo ao rio Tea onde brotavam algumas borbulhas - as actuais águas mineromedicinais da Fonte de Troncoso.
E talvez as águas foram utilizadas nos banhos dos moradores do Castelo do Sobroso, que fica a 3 kms. de distância do complexo.
1850 -1870
Devido aos terramotos na área de Pontevedra até aos finais do século XVIII, a população do povoado diminuiu até se converter numa diminuta aldeia no século XIX.
Já bem entrado no século XIX, o Sr. Domingo Blanco Lage - natural de Mondariz - redescobriu o manancial de Troncoso. A existência de fontes de água mineral é registada no “Tratado Completo de las Fuentes Minerales de España” escrito pelo Sr. Pedro Rubio. As primeiras tentativas de estabelecer um turismo termal no povoado, utilizando casas privadas para hospedar as aguitas, fracassaram.
1870 –1872
Com a intenção de comprar um balneário o Sr. Enrique Peinador Vela realizou durante esses anos uma viagem pela província de Pontevedra, para conhecer todas as fontes de água mineral da área. Parece que graças às maravilhas que se comentavam das águas de Mondariz, e ao êxito das terapias do Sr. Domingo Blanco Lage prestou atenção especial à Fonte de Troncoso.
1872 -1873
Em 1872 é descoberta a Fonte de Gándara. No ano seguinte, o Sr. Ramón, irmão do Sr. Enrique Peinador, solicitou a declaração de utilidade pública das águas. Esta declaração foi-lhe entregue a 16 de Junho de 1873. É, nesta data, quando se inicia a história do Balneário de Mondariz.
1873 -1898
Afirma-se que em 1877 foram engarrafadas em Mondariz cerca de um milhão de garrafas de água mineral. Três anos depois, é inaugurada a casa de banhos e começa-se a falar de turismo termal. O edifício original contava com dois andares: o inferior dedicado aos banhos e a tomada de águas, e o superior para alojamento. Em 1883 já contava com 60 quartos, piscina, salão de descanso e de recreio. Um ano mais tarde foi inaugurado o refeitório e, deste modo, a casa de banhos foi crescendo sucessivamente.
1898 - 1973
As necessidades criadas pelo elevado número de pessoas que se dirigiam a Mondariz levaram à inauguração do Gran Hotel em 1898, obra do Sr. Genaro de la Fuente. O edifício estava dotado dos melhores elementos de construção e decoração da época. Com o decorrer dos anos, o hotel foi completado com novas construções como a estufa, a capela, o próprio gerador de corrente eléctrica, etc. e começou-se a cunhar uma moeda própria, e desenvolver um Programa de Opera. Graças à sua fama mundial, a vida no Balneário era muito intensa. Entre os hóspedes encontram-se personalidades como: o General Primo de Rivera, a Infanta Isabel de Borbón, o Sr. Isaac Peral, a Condessa de Pardo Bazán, o Sr. José de Echegaray, insignes literatos e políticos da época. Em 1914, o pessoal do hotel era composto por 352 pessoas.
1973 -1994
Depois da Guerra Civil, período no qual o Gran Hotel foi utilizado como hospital militar, o balneário entrou em declive. Fechou as portas em consequência de um pavoroso incêndio que destruiu o edifício a 9 de Abril de 1973. A vida balneária continuou, mas ficou reduzida à antiga casa de banhos.
1994 -2000
Depois de exaustivas obras de restauração do edifício “La Baranda”, Tryp Hoteles começa a gerir o novo hotel-Balneario. Em 1999, também foi restaurado o edifício “Palacios”, um espectacular edifício de granito que começou a ser construído em 1909 como hotel sanatório, e posteriormente cedido à Universidade de Santiago para o seu uso como Instituto de Hidroterapia, mas cujas obras nunca foram concluídas.
2000 -2005
Depois da fusão com a Tryp Hoteles, Sol Meliá assume a gestão do complexo hoteleiro. Neste mesmo ano é inaugurado o campo de golfe de 18 buracos desenhado pelo Sr. Álvaro Arana. Os trabalhos de remodelação levados a cabo nestes últimos anos conseguiram atribuir ao complexo todo o esplendor de épocas anteriores, determinando uma oferta de instalações e serviços que abarcam: um hotel de primeira categoria, um balneário em vanguarda, um centro de congressos e convenções e um competitivo campo de golfe.
Com a inauguração do Palácio da Água e a restauração das ruínas do Gran Hotel como complexo de apartamentos de luxo, o ano de 2005 restitui ao coração da vila todo o encanto do passado. |
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